Beringel homenageou José Adelino Espinho

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015


A Junta de Freguesia de Beringel e a Badajan – Associação de Desenvolvimento de Beringel homenagearam no passado sábado, 28 de Novembrp, José Adelino Espinho, por ocasião do 100.º aniversário do seu nascimento.

A iniciativa incluiu a inauguração no Centro Cultural de Beringel, de uma exposição sobre José Espinho, considerado um dos mais reconhecidos designers de mobiliário e interiores do País nos anos 50/60 sessão que contou com a presença dos três filhos do homenageado e restante família.

A finalizar esta homenagem foi atribuído o seu nome à antiga rua do Lagar Velho.

José Adelino Espinho, nascido em Beringel em 1915, filho de mãe doméstica e pai abegão, “desde sempre se revelou um bom aluno, concluindo, com distinção, o 1.º ciclo e a antiga 5.ª classe”, pode ler-se na brochura “Retalhos do efémero”, editada pela Badajan em agosto de 2014 e com textos da autoria de Sebastião Valente e Mariana Margarida Espinho Matos.  Desde cedo começou a trabalhar como ajudante na loja de Manuel dos Santos, sendo que “nas horas vagas se divertia a caricaturar as figuras que por lá passavam”. Mais tarde, com a ajuda de Marcos Bentes, funcionário público e empresário em Beja, “parte para Lisboa, para aí aperfeiçoar os seus conhecimentos na área das artes”. Ainda com o apoio de Marcos Bentes, começa a divulgar os seus trabalhos, “a que a imprensa local vai dando o maior destaque, e, ao mesmo tempo, o seu nome começa a ser conhecido e o seu talento vai sendo cada vez mais reconhecido”. Acaba por concluir o curso de Artes na Escola António Arroio, com a classificação de 20 valores. Em 1937 expõe “com assinalável êxito”, no então Liceu de Diogo Gouveia, os seus primeiros trabalhos. Iniciou a sua vida profissional na Câmara Municipal de Lisboa, sendo que “cedo a sua competência profissional o leva para outros voos e em breve o seu nome começa a ser conhecido de norte a sul do País”. Obra após obra, “o talento de José Espinho ia extravasando e rapidamente atinge o topo de uma escala onde a concorrência era feroz. Dinâmico, inteligente e, sobretudo, inconformado e sedento de evolução, percorre todas as exposições sobre desenho de mobiliário que se realizavam por essa Europa fora”. Colaborador dos Móveis Olaio e Sousa Braga, “na altura marcas de topo no ramo mobiliário”, José Espinho “notabilizou-se também como decorador de algumas grandes obras que tiveram lugar no País, nas décadas de 50/60 do século XX”, como o Monumental, Ritz, Hotel Tivoli ou Hotel Mundial.  José Espinho faleceu em 1973.


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